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27/02/2018: Sombra

Deixo o leito claudicante e sem saber

que me aguardava mais um dia incerto

renascia depois de sonhar e pensar morrer

não fosse um dia de socos, seria o deserto.

 

Somente o amanhecer róseo importava

é o presente, deixe ir o passado e o futuro

nossa vida é o bronze e a trava

se não amamos o presente no seio do muro.

 

O tempo nos apanha e somos seus servos

líquidos que sob ele fogem escorregam

tempo e homem se trituram nos ferros.

 

E ampos perplexos chamam de existência

o que não conseguem apreender e arquivar

em suas fugidias memórias da dormência.

 

Amadeu Garrido de Paula, é Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.