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06/02/2018: Arte salvadora

Oh dores a que estamos destinados

prazeres que são apenas a fé enganada

vontade irreprimível de obstinados

se quiséssemos mais, seríamos o nada.

 

Prazeres que se convertem em tédio

depois do instante de felicidade

volvemos ao matagal intermédio

entre toscas choupanas e a cidade.

 

Do alto vejo o povo do arrabalde

o irresignado, o rebelde, o mago,

que vislumbra a vida e a amiga arte.

 

São os únicos momentos do viver

em que a arte nos liberta e não sofremos

o  querer e o ter é  a vontade de ser.

 

Amadeu Garrido de Paula, é Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.