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26/01/2018: Mozart

Dos seios de nossos seres

sobem e descem vales verdejantes

o amor jamais deixa os andares

afastar o que poderia afastar os amantes.

 

As serras que ora nos levam às alturas

ora nos descem e não sentimos o medo

que mata sempre as lindas loucuras

e nos faria imóveis não fossem o fundo

 

Amor que nos traz às mãos, aos dedos,

a todos, aos corpos todos, os suaves ventos

os gelos das cabanas são os sentimentos

aquecidos pelas lareiras, cujas lascas rebentam.

 

Aquela casa de pedra nos alto da montanha

nada mais seria que um velho mosteiro abandonado

se ao amanhecer não descessemos ao som da lenha

em direção ao povoado, vermelhos os tetos sem fim,

tudo é grave, o som obstinado, dourado do mar, delfim. 

 

Amadeu Garrido de Paula, é Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.