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12/01/2018: Quietude

sombras,  já penumbras,  timbram a noite

os viventes percebem mais um término

tudo parece muito frágil, é o percurso

dos fluídos do mundo que não sucumbe.

O momento é do ser que cogita e reza

cose o poema de si mesmo e introjeta

o suave e desinteressado no coração.

Tende ao som baixo, ao sentimento

que nada mais procura e é ameno

conduz-se à dimensão do mínimo

e compreende teorias herméticas;

voa pelos campos antes impossíveis

do método, da crença, da fé e da lógica.

Tudo parece aclarar-lhe a consciência

enquanto outros imaginam que vivem

um estado que Deus talvez só propicie

enquanto graça a alguns escolhidos.

Mas é o estado do afastamento da emoção

a todos permitido ao cair dessas tardes incuriais.

Provavelmente, o leitor será tentado, no primeiro momento,

a sentir que encontrou a vida, e a celebra em seu fundo

íntimo.

 

Amadeu Garrido de Paula, é Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.