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02/01/2018: Nossa terra, 2018

Vislumbrei a planar em horizontes límpidos

o fim suave de nossa tempestade perfeita

a impiedade se foi, o novo ano é tocado

por observação meiga de uma jovem refeita.

 

pensem e precisamente colham os frutos

de eleição depurada de radicais e suas miopias;

optem por nossos corações, lancem longe os arbustos

que nos feriram de morte no lodaçal das agonias.

 

Criem a primavera que fará de nosso jardim

o mais repleto de uma flor chamada humana

façamos da igualdade a fraternidade já desnecessária

homenageie sempre a verdade e fure o marketing das falsidades.

 

Claro que este poeta é um rematado ingênuo

mas o mundo não poderia viver com Thomas Morus

Ou com o sol de Campanella,

ou com a Cidade de Deus de Agostinho,

ou ainda com Leibniz e seu mundo perfeito?

 

Tivemos melhor razões para cultuar os equívocos de Marx

As apopléticas manifestações do mentiroso Fuhrer

Os fuzilamentos de Stálin

E o projeto demoníaco de Pearl Harbor?

 

Um mundo que saúda amavelmente um ano novo

poderia fazê-lo com muito mais amor uma nova era

erradicar para sempre as propagandas da mentira

cuja verdade é fechada a sete chaves no cofre dos segredos de estado.

 

Ninguém pode nos assegurar que não resgatemos Sócrates,

Platão, Aristóteles, Pascal, Spinoza e todos os pais da liberdade

que somente se faz com os homens em franca reciprocidade

se voltarmos a mirar os mais profundos segredos da democracia.

 

O homem foi capaz de deixar para trás as mais sórdidas maquinações

Virgílio soube nos dar o exemplo de Enéias e sua invencível Troia

no caminho das lobas que amamentaram uma grande civilização

O Brasil é Enéias, é Virgílio, é Tiradentes, são os Bandeirantes e os Emboabas.

 

Amadeu Garrido de Paula, é Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.