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28/09/2017: Sal

 * Amadeu Roberto Garrido de Paula

Em pura saudade plantei, menos mal

enfrentei brumas de desassossego

pela vez primeira adormeci o joelho

nas venerandas madeiras da catedral.

 

A memória entorpecida chorava

o sal da vida lá fora, na algaravia

Não a via e não a ouvia

O silêncio era de pedra e ambrutecia

 

Pouco a pouco, miúdos, lágrimas,

Mostraram-me a dinâmica

O homem só planta  as rimas

Pedaços soltos de sua mímica

 

E assim como fui, voltei ao quintal,

fora-se como viera brutal

aquele incrível vendaval

E senti-vos chamar-me, e amar-me.

 

* Amadeu Roberto Garrido de Paula é advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.