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AFREBRAS (Ubiratã News - 08/01)

Alta nos preços das bebidas é estimada em 5%

Gazeta Digital

A partir de hoje as bebidas em geral poderão ficar mais caras em torno de 5%. Essa é a previsão do setor com a entrada em vigor do novo sistema de cobrança de tributos federais para o segmento estabelecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no decreto 6707, assinado no dia 23 de dezembro. Para Mato Grosso ainda há um agravante, a pauta que serve de base para cobrança do ICMS desses produtos também subiu desde o dia 28 de dezembro. Diante desse quadro, alguma parte será repassada ao consumidor final.

Quando se fala em bebidas isso inclui, água, cerveja, refrigerantes, energéticos, isotônicos e até refrescos. A mudança baixada no decreto pelo governo federal trata das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e Cofins, de acordo com o tipo de embalagem e não mais sobre a quantidade produzida.

O proprietário da água Lebrinha, Roberto Carvalho, observa que cada um tem a sua realidade e repasse do aumento para o consumidor final vai depender dos estoques atuais e das compras que forem feitas.

Ele destaca que em muitos casos os comerciantes têm absorvido alguns aumentos de custo porque o consumidor não aceita bem essas mudanças de preço. "Mas chega um ponto que é inevitável. Não há como não repassar". O empresário destaca que apesar de parecer que não, tudo sobe. Mesmo assim, não se pode abusar e transferir tudo para o consumidor, ou se corre o risco de perder clientela.

Carvalho explica que dessa vez o aumento no varejo será inevitável porque além do aumento do PIS e do Cofins, veio junto a mudança da pauta do ICMS. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), a pauta do setor de bebidas no Estado subiu em média 2,8% há três dias. O aumento foi definido por meio de coleta de amostra de preço no mercado varejista e também por sugestão de entidades representativas do setor. Conforme a Sefaz, a pauta é revista uma vez por mês, sempre tendo como base a pesquisa no varejo e junto às entidades.

O presidente da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras), Fernando Rodrigues de Bairros, diz que pela nova sistemática do governo federal haverá uma redução na cobrança do IPI para todos os fabricantes, grandes e pequenos, mas haverá um aumento do PIS e da Cofins, também proporcionalmente para todos os produtores.

Para ele, a medida é uma vitória, porque "as grandes corporações internacionais que dominam o setor de bebidas no país vinham se beneficiando de uma tributação distorcida e favorável aos grandes produtores".