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CENOFISCO (Sindvendas - 26/08)

Contratação temporária no CE tem alta de 20%
26/08/2008
Na busca por emprego no Ceará, as chances tendem a melhorar no segundo semestre deste ano

O Estado registrou um incremento de 20% no número de contratações temporárias de janeiro a junho, frente a igual período do ano passado, segundo o Centro de Orientação Fiscal (Cenofisco). Para o País, o centro calcula uma alta de 16% para este indicador e aponta: ´a necessidade de mão-de-obra rápida em diversos setores da sociedade fez crescer o número de empregos temporários em todas as regiões do Brasil´.

Uma análise mais contida do avanço das vagas temporárias é do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), que contabiliza um aumento de 10% nas contratações temporárias no primeiro semestre, o que significa 9.053 vagas temporárias ocupadas no Ceará.

´O órgão é responsável por 25% das recolocações no mercado de trabalho do Estado´, explica o coordenador de intermediação de profissionais do IDT, Antenor Tenório, sobre o fato de seu número ser inferior ao do Cenofisco. ´Há também as chances disponíveis que são anunciadas em jornais e por outros meios´.

Demanda sazonal

De acordo com Antenor Tenório, os setores que mais contratam em caráter provisório são os de serviço, indústria, construção civil, comércio e as atividades do agronegócio. ´São demandas sazonais´, afirma. ´No caso da construção civil, por exemplo, quando a obra é concluída, o trabalhador é dispensado´, completa.

Ele enumera, entre as ocupações que mais demandam mão-de-obra temporária, a de segurança de eventos, selecionador de amândoa da castanha, servente de obra, vendedor, auxiliar de produção industrial, colhedor e cortador de cana, costureiro, garçom e pedreiro.

Tenório acrescenta que, no geral, entre temporários e não-temporários, o IDT foi responsável pela colocação de 35.697 trabalhadores, no primeiro semestre deste ano. Este número representa um crescimento de 13% na oferta de empregos no Estado, mediados pelo órgão, em relação a igual período do ano passado.

Chances de efetivação

Tenório destaca que no comércio há um aproveitamento de 15% dos trabalhadores temporários, que acabam sendo efetivados. ´Em outros setores, a possibilidade é menor, mas há boas expectativas para o segundo semestre´, comenta. Para ele, a projeção é manter o índice de 13%, no balanço de vagas entre julho e dezembro. ´Este período tem sempre um histórico melhor, frente ao semestre anterior´.

A gerente de Recursos Humanos do Cenofisco, Andreia Antonacci, diz que os melhores meses para emprego temporário são novembro e dezembro, mas a seleção já ocorre em outubro. Ela explica que este tipo de contratação é vantajosa para o empregador pois não há multa recisória de FGTS, nem aviso prévio, no término do contrato. E para o empregado, há sempre a chance de ser efetivado.